Prorrogação do IPI deve recuperar vendas de materiais de construção

31 de agosto de 2012   |   
Materiais de Construção


A prorrogação do IPI para materiais de construção até 2013 e a inclusão de novos itens nessa lista de produtos beneficiados foi bem recebida pelos empresários do setor, que acreditam na recuperação das vendas nos próximos meses. As vendas tanto na indústria quanto no varejo ficaram abaixo do esperado nos últimos meses, levando os empresários a diminuir suas projeções de crescimento para 2012.

“A notícia é boa e certamente vai ajudar a incrementar as vendas até o fim do ano”, afirmou nesta quarta-feira Walter Cover, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat). “Temos perspectivas positivas. As medidas são importantes e dão tranquilidade para o setor”, disse Cláudio Conz, presidente da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco).

Na avaliação de Cover, a prorrogação do IPI até 2013 vai contribuir para o planejamento de obras e reformas de longa duração. “As pessoas vão comprar materiais neste ano e no ano que vem com a garantia de que os preços não vão subir por causa do IPI”, observou.

Conz acrescentou que as medidas também devem dar mais tranquilidade para o setor planejar as obras em um momento em que há muitos projetos em andamento e prestes a serem entregues. “Estamos em plena execução de obras como as do Programa Minha Casa Minha Vida. Uma retomada do IPI poderia afetar as obras que estão em andamento”, disse.

As medidas anunciadas nesta tarde pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, chegaram um dia após reunião do chefe da pasta com empresários do setor. De acordo com o anúncio do ministro, as isenções fiscais com materiais de construção devem somar R$ 1,8 bilhão.

Apesar de os incentivos terem sido bem recebidos pelos empresários, Cover lembrou que apenas uma parte das reivindicações foi atendida. Segundo ele, a solicitação de redução do IPI se referia a uma lista com cerca de 50 produtos, e apenas alguns foram inclusos.

O problema disso, segundo os empresários, é a falta de igualdade de condições de concorrência entre determinados produtos. Por exemplo: as telha comuns, beneficiadas por redução do IPI, disputam vendas com telhas onduladas, que não tiveram redução do imposto. “Isso gera uma situação de falta de isonomia para competição”, apontou Conz. “Por isso, vamos continuar lutando para que os outros produtos entrem na lista”, acrescentou.

Fonte: Agência Estado – Retirado do portal O Globo

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