Vendas de material de construção caem 7,7% em janeiro

5 de fevereiro de 2014   |   
Materiais de Construção, Notícias


A Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) divulgou nesta segunda-feira os resultados de vendas com base no estudo mensal realizado pelo Instituto de Pesquisas da Universidade Anamaco junto às lojas de material de construção. As vendas no mês de janeiro tiveram retração de 7,7% com relação a dezembro. Já na comparação com janeiro de 2013, elas ficaram estáveis. A pesquisa Tracking Mensal foi realizada com 530 revendedores das cinco regiões do Brasil. A margem de erro é de 4,3 pontos percentuais.

– Esse era um resultado já esperado, em função do comportamento do setor. Janeiro geralmente é um mês fraco, pois vem logo depois das festas de fim de ano e ainda em uma época em que é preciso pagar novos impostos e matrículas escolares – explica o presidente da Anamaco, Cláudio Conz.

As lojas pequenas e médias foram as que mais sentiram o impacto. Já as grandes tiveram um incremento de 8% nas vendas em relação a dezembro. Na comparação com janeiro do ano passado, o desempenho delas foi 2% acima.

A maioria dos segmentos apresentou queda, exceto aço e cimento, que se mantiveram estáveis. A retração foi maior ainda para os setores de tintas e iluminação, que tiveram índice de -41% e -23% respectivamente.

– No caso de tintas, a retração aconteceu em função do grande volume comercializado em dezembro, que é o melhor mês do ano para o segmento. As pessoas sempre procuram reformar a casa para as festas de fim de ano e isso acaba impactando o mês seguinte – explica Conz.

No levantamento por região, o Centro-oeste foi a que teve melhor desempenho (32% das lojas tiveram aumento nas vendas), seguida do Sudeste (26%), Sul (24%), Norte (21%) e Nordeste (11%).

Ainda segundo o estudo, cerca de 41% dos lojistas acredita que conseguirá recuperar parte da queda de vendas já em fevereiro e 35% se declarou otimista com relação às ações do Governo nos próximos 12 meses. As perspectivas também são positivas no tocante a novos investimentos, pois 53% dos revendedores afirmou que deve investir em seu estabelecimento nos próximos 12 meses, com destaque para o Centro-oeste, Sudeste e Sul nesse quesito.

Para o mês de fevereiro também diminuiu de forma geral a intenção de contratação de funcionários, exceto no Centro-oeste e no Nordeste.

Apesar da retração de janeiro, a Anamaco continua com perspectivas positivas para o ano. O setor registrou 4,4% de crescimento em 2013, alcançando um faturamento recorde de R$ 57,42 bilhões:

– Continuamos esperando um desempenho 6% superior no primeiro semestre do ano e 8% superior no segundo. Se tudo sair como estamos prevendo, devemos encerrar o ano com mais um recorde histórico de 7,2% de crescimento sobre 2013 – finaliza Conz.

Custo do setor em SP ficou praticamente estável em janeiro

Fora do período de reajustes salariais dos trabalhadores, que têm base em maio, e sem muitas alterações significativas nos preços dos materiais, as empresas do setor da construção civil no estado de São Paulo tiveram, em janeiro, uma situação de quase estabilidade nos valores gastos com o andamento das obras. O Custo Unitário Básico (CUB) subiu apenas 0,05% sobre dezembro, passando para R$ 1.100,08 por m². No acumulado de 12 meses, houve alta de 7,36%.

Essa variação, no entanto, refere-se aos empreendimentos não incluídos na desoneração da folha de pagamento. Ou seja, as obras iniciadas a partir de novembro do ano passado passaram a contar com o benefício da redução no recolhimento da contribuição previdenciária de 20% para 2%. Já o valor do CUB desonerado indica uma alta de 0,05%, com o valor do metro quadro em R$ 1.024,54.

De acordo com o levantamento feito em conjunto pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e a Fundação Getulio Vargas (FGV), os custos com mão de obra tiveram leve alta de 0,03% sobre o mês anterior. Em relação aos engenheiros, a correção alcançou 0,52%, enquanto os materiais de construção foram reajustados em 0,04%.

Fonte: Agência Brasil

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